Negro Rugério

Rei da Farinha

íder quilombola e um dos fundadores da Cabula, que desenvolveu a partir de uma economia de subsistência em seu quilombo, “pequenos roçados”, produzindo “de tudo para o sustento da família e das criações”. Esses pequenos roçados se desenvolveram e prosperaram no cultivo da mandioca e na produção de farinha, chegando a produzir 50 sacas de farinha por dia.

Negro Rugério ficou conhecido como o Rei da Farinha e seu quilombo, sob um pacto diplomático com Dona Rita Cunha; ex-proprietária do Negro Rugério e mãe do Barão dos Aimorés; que passa a atuar como atravessadora da farinha, que ela comprava mais barato do que o preço de mercado.

O dinheiro arrecadado pela produção de farinha, financiou os estudos de diversas crianças negras que se tornaram médicos, advogados, engenheiros, que colocaram seu conhecimento a disposição dos seus irmãos cabulistas.

A produção de Negro Rugério, passa a incomodar a aristocracia rural que perde mercado. Após a morte de Dona Rita, enfrentou diversos confrontos com o governo. Foi o último dos fundadores a morrer, nos primeiros anos do século XX.

 

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