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Bakuros - Ancestrais Divinizados


Em paralelo ao culto dos Mahamba (Divindades que nunca encarnaram), a Cabula reconhece em seu panteão espiritual uma outra classe de seres a quem presta culto, denominados de Bakuros, os Ancestrais Divinizados, homens e mulheres que em sua jornada de vida alcançaram elevado grau de espiritualidade e colocaram-se a serviço da humanidade contribuindo com o seu desenvolvimento, de forma que tornaram-se representantes antropomórficos dos Mahamba, para sua atuação no mundo a benefício do coletivo.

Um Bakuro, é alguém profundamente motivado em colocar-se a serviço de Deus, manifesto na Humanidade; um homem ou mulher que identificou uma necessidade humana e ofereceu seu suor, seu intelecto, suas emoções, seu tempo; para encontrar uma solução para uma angústia, uma dor, uma necessidade de todos os seres; e encontrou uma resposta e a compartilhou com todos, para que todos se beneficiassem. E a partir do impulso inicial de manifestação da “inteligência divina” em prol do coletivo; permitiu que outros que lhe sucederam dessem continuidade ao progresso material e espiritual das pessoas, beneficiando gerações para além de seu tempo até hoje.

Os Mahamba são conceitos e princípios universais tais como Amor, Justiça, Prosperidade, Evolução, Sabedoria. Os Bakuros são as pessoas que conseguiram tornar suas vidas expressões desses princípios e conceitos E por isso, reverenciamos suas memórias, seus feitos e sua trajetória de vida; como nossos ancestrais divinizados. Modelos a serem seguidos e rendemos homenagens para que eles nos guiem em nossa jornada evolutiva para que possamos alcançar o mesmo estado de integração com o divino.

Dentro do processo da iniciação, o devoto encontra-se com o seu Bakuro, que lhe revela o seu nome e se compromete em guiar e orientar o neófito em seu processo de desenvolvimento; como um verdadeiro pai ou mãe espiritual. E é a esse Bakuro, a quem o neófito sempre poderá recorrer para buscar orientação de como se alinhar com sua essência e com o Mahamba que predomina em sua natureza.

O Bakuro não controla a vida do seu filho espiritual; mas apenas lhe orienta e aconselha sobre os caminhos que ele pode seguir para o melhor aproveitamento de sua experiência de vida e alcançar a realização pessoal. O Bakuro respeita a vontade e o livre-arbítrio de seu tutelado.

Os Bakuros são expressões de compaixão; pois mesmo já estando livres do ciclo de reencarnações, permanecessem vinculados a humanidade auxiliando e orientando em seu processo de desenvolvimento. E por sua significativa atuação no processo de evolução da humanidade, rendemos homenagens e eles ocupam importante papel dentro do panteão religioso e são frutos de profundo estudo filosófico na Cabula.


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