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Intolerância se Combate com Conhecimento

Atualizado: 25 de Out de 2019


Esse é o lema da Sanzala Kassambe, nossa fraternidade cultural, filosófica e religiosa que se propõe a praticar, resgatar e divulgar a Cabula, a primeira religião originalmente surgida no Brasil a partir do intercâmbio cultural e sincrético entre os povos indígenas, africanos e europeus.


Uma religião brasileira que foi duramente perseguida por sua proposta filosófica inovadora de libertar as pessoas da escravidão física, emocional e mental; e por isso foi vítima de uma forte campanha discriminatória, que levou a quase extinção desta religiosidade. E por isso, nosso lema não poderia ser outro, do que combater a intolerância.

Mas, por que combater a intolerância? Qual a origem da intolerância? Dentro dos conceitos da Cabula, a intolerância é uma reação social do medo alimentado pela ignorância. Sim, a matriz é o medo do desconhecido, medo do que eu não entendo, e por isso torna-se algo envolto em mistérios e torna-se um tabu. Essa falta de entendimento sobre algo é a ignorância; não no sentido pejorativo, mas no sentido de desconhecimento, de não saber mesmo sobre um determinado assunto, e isso me faz um ignorante. E essa ignorância alimenta ainda mais o meu medo, que me transporta para a minha memória ancestral, onde diante de um mundo totalmente desconhecido o meu ancestral primitivo só possuía duas alternativas, fugir ou atacar. Pois eu não tolero aquilo que me causa medo.

Esse é o impulso emocional que ocorre; mas, trazendo para os dias atuais; quando nos deparamos com uma religião, uma cultura, um povo, uma identidade social diferente ao que nós estamos habituados culturalmente. Qual é a ameaça real ao qual estamos expostos? E quando falo ameaça real, pergunto ameaça a sua vida, a sua existência? O que, realmente o diferente de mim, me ameaça? Hoje, possuímos recursos para compreensão de diversos assuntos, que nossos antepassados não possuíam; e eles necessitavam do medo como ferramenta reguladora da sua sobrevivência. Não podemos mais, responder à um medo sem fundamento, por impulso e sem consciência. Evoluímos enquanto seres humanos, desenvolvemos diversos recursos e ferramentas capazes de mapear o código genético.

E ainda temos medo do diferente? Até quando seremos controlados apenas pelo medo e pela ignorância? Porque, nós enquanto seres humanos que somos, ao invés de fugir ou atacar o que eu desconheço; assim, como faziam nossos ancestrais primitivos; nós simplesmente, não perguntamos? Buscamos sinceramente, entender. Será que com esse pequeno gesto humano, eu não descubro que possuímos semelhanças? O que permitirá que eu consiga respeitar e entender as diferenças?

Trocar experiências é muito bom. Amplia a nossa compreensão do mundo e principalmente, de nós mesmos. E quando entendemos, quando trazemos o desconhecido para a luz do entendimento, o medo desaparece e com ele a ignorância, o preconceito, o racismo, a misoginia, a homofobia, a intolerância perdem sentido. E nos tornamos mais leves, pois esses conceitos, muitas vezes enraizados sem que percebamos, dificultam a nossa caminhada. Deixam tudo mais difícil de entender, de se relacionar, de viver. São fardos pesados demais e que vão nos atrofiando enquanto humanos. Atrofiam nossos pensamentos, nossos sentimentos, nossas relações sociais. Sim, são pesos desnecessários que precisamos largar, pois eles nos deixam doentes psiquicamente, emocionalmente e espiritualmente.

Para largar esses fardos, só há um caminho... O diálogo. Nem sempre é fácil; mas nós da Cabula nos propomos a ajudar iniciando o diálogo. Queremos combater a intolerância em sua raiz, no medo e na ignorância; e para isso oferecemos conhecimento. Vamos esclarecer a forma como entendemos o mundo, divulgar nossa filosofia, compartilhar nossos saberes, contar nossas histórias. Queremos dialogarmos com você.

Você pode contribuir com esse diálogo, enviando questionamentos, dúvidas, comentários, sugestões de assuntos. Buscando entender o que é essa religião brasileira de matriz africana. Com isso, cremos sinceramente, que a partir do momento que o outro me entende, ele não me teme, ele me respeita e ele não me ataca. O que buscamos com isso, não são conversões; pois a Cabula não é uma religião conversionista. Mas apenas, que todos se respeitem mais, se amem mais e dialoguem mais.


Seja bem vindo ao movimento de resgate da Cabula.

Seja bem vindo a Sanzala Kassambe.


#cabula #matrizafricana #religião #afrodescendente

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