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Espiritualidade na Prática

Atualizado: 29 de Out de 2019


A Cabula afirma que o objetivo da vida humana é perceber e manifestar a nossa divindade interior, que se expressa na vida, no conhecimento, e no amor infinito que nos são inatos. Este é o nosso único destino inevitável. A meta da vida é a excelência humana.


Não há um só caminho. Cada pessoa possui o seu.

A Cabula oferece às pessoas meios, estímulos e impulsos para que se orientem na direção de sua divindade interior. Ajuda a obter sabedoria em profundidade, a alcançarmos conhecimento e discernirmos entre o caminho correto e o equivocado. Ela produz um caráter orientado aos mais nobres valores morais e espirituais que são desprovidos de hostilidades e de ódios, que são plenos de compreensão, amor e de compaixão.


A Cabula oferece uma espiritualidade prática para todas as classes. A aquisição metódica e progressiva do conhecimento através de grupos de estudo, com sua necessária aplicação prática, impele em todos os casos a mudança para melhor na qualidade de vida. Por meio de um estudo sistematizado a filosofia da Cabula esclarece o propósito da existência, dissipa terrores religiosos arcaicos, ensina a evitar aflições e sofrimentos, sua prática religiosa dá vida nova a uma religião tradicional cujo poder motivador se perdera para o fiel, e ensina o caminho para uma vida material e espiritual frutífera em harmonia com tudo o que vive, em obediência às leis eternas que regem e sustentam os mundos manifestos. Seu sistema iniciático sistematiza técnicas de autoconhecimento, aprimoramento físico, moral e espiritual, e desvenda novos horizontes e novas possibilidades a cada novo conceito aprendido e posto em prática, despertando gradualmente os dons latentes e naturais do ser humano.


Então, por onde começar? A Cabula respeita a constituição de cada pessoa e compreende que a prática só pode ser iniciada de um ponto: onde a pessoa se encontra no presente - independentemente de sua bagagem pessoal, independentemente de seus recursos. E principalmente, que as pessoas são diferentes e que cada ser humano possui um caminho de desenvolvimento único e específico para se conectar com a sua divindade interior. Tendo isso em mente, a Cabula praticada pela Sanzala Kassambe; e orientada por nossos ancestrais e dirigentes espirituais, aplica um sistema denominado de 4 Caminhos, que são direcionados por uma casta de Entidades Espirituais denominada de Kialas, que atuam como mentores de acordo com o Caminho a ser seguido pelo praticante ou simpatizante.

  • Caminho do Coração: ser devocional não é recriminado, pelo contrário, incentivamos que esse é o caminho de aperfeiçoamento para pessoas mais emocionais que racionais, como método de alcançar Deus por meio do amor. A meta deste caminho é alcançar a unidade com o Divino. O praticante deste caminho, consegue isso por meio de preces, atos devocionais de fé racionalizada e doação do amor, aquela que entre as emoções é a mais poderosa e irresistível.

  • Caminho do Conhecimento: há pessoas mais racionais e que necessitam de um entendimento mais intelectual e contextualizado. Este caminho não se refere somente ao conhecimento no sentido intelectual — mas o conhecimento de Deus e da Divindade Interior e a realização de sua unidade. Por meio de reflexões, análises, debates, críticas construtivas e o entendimento por diferentes perspectivas, o praticante deste caminho usa a mente para discriminar entre o real e o irreal, o permanente e o transitório e encontrar suas respostas.

  • Caminho da Ação: este é o caminho do trabalho consagrado, do serviço voluntário em benefício do próximo, onde nossas ações são como uma oferenda espiritual a Deus. Nesse caminho, aprende-se que o objetivo não é acumular os resultados das ações para nós mesmos, ou ter méritos por algo realizado; o foco é o outro, desvinculando o ego do processo de trabalho pelo oferecimento dos resultados a um poder mais alto – seja um Deus pessoal ou ao Ser interno – interrompemos todo o processo, que cresce como uma bola de neve.

  • Caminho do Sacerdócio: é o caminho seguido por poucos; ao contrário de outras religiões de matriz africana, onde todos os membros devem obrigatoriamente tornar-se sacerdote; na Cabula postula-se que todos devem servir à divindade, respeitando sua natureza, seus limites e o seu caminho. Sendo a iniciação sacerdotal, apenas um dos caminhos de prática da espiritualidade; pois este caminho, envolve um grau de comprometimento realizado a partir da iniciação que conduzirá o praticante deste caminho em direção a uma dedicação total; seja como um sacerdote auxiliar da Sanzala Kassambe, seja como dirigente de uma nova Família Espiritual descendente. E por isso, somente aqueles poucos, que possuem a vocação, a missão e a vontade de exercer o sacerdócio, trilharão essa jornada.

Nenhum dos 4 caminhos é melhor que o outro. Todos são importantes para a realização pessoal e todos são complementares no servir à espiritualidade e a humanidade. Para identificar o caminho de desenvolvimento que mais se adequará a cada pessoa, há um método aplicado dentro da ritualística da Cabula que irá identificar sua natureza e direcionar a pessoa para aquele caminho, que melhor e de forma mais proveitosa lhe auxilia em sua jornada pessoal, não impedindo que o praticante conheça outros caminhos, mas mantendo o foco de sua real natureza.


Pois o objetivo principal da Cabula é o Autoconhecimento.


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