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MAAFA – Genocídio, Holocausto, Crime, Desumanidade, Violência, Preconceito...

Maafa é um termo suaíle; a língua bantu com o maior número de falantes no mundo, aproximadamente 50 milhões de pessoas; que foi cunhada por Marimba Ani; antropóloga e estudiosa dos Estudos da África mais conhecida por sua obra Yurugu, uma crítica abrangente da cultura e pensamento europeus colonialista e imperialista.

Maafa é um sistema contínuo, constante e completo de total negação e anulação humana”; isto é, ainda se pratica uma cultura de marginalização, desvalorização, subculturalização, perseguição, marginalização, violência à tudo o que se refere a população negra, iniciada nas atrocidades infligidas ao povo africano por não-africanos na escravidão, incluindo o tráfico árabe de escravos e o comércio atlântico de escravos e dito como "presente até os dias atuais" através do imperialismo, colonialismo e outras formas de opressão.


Faz-se importante conscientizar as pessoas que a Maafa, ainda existe; e por isso é tão importante para o Brasil, ter um Dia de Consciência Negra; pois sua história como praticante dessa cultura de segregação, não só é recente como ainda se faz presente. O Brasil foi o último país a abolir a escravidão de africanos, e ainda hoje possui uma sociedade pautada em conceitos escravagistas, racistas e preconceituosos.


Aprendemos sobre a história dos brancos europeus, as antigas religiões brancas como a cultura greco-romana; e banimos para o ostracismo cultural a história, a cultura, os valores e a religião dos negros. Os diversos povos que habitavam o continente africano, muito antes da colonização feita pelos europeus, eram experts em várias áreas: dominavam técnicas de agricultura, mineração, ourivesaria e metalurgia; usavam sistemas matemáticos elaboradíssimos para não bagunçar a contabilidade do comércio de mercadorias; e tinham conhecimentos de astronomia e de medicina que serviram de base para a ciência moderna.


Enquanto a Europa mergulhava no caos da Guerra dos Cem Anos, as letras floresciam em cidades como Tombuctu, Djenné e Ualata. A biblioteca de Tombuctu, em Mali, reunia mais de 20 mil livros, que ainda hoje deixariam encabulados muitos pesquisadores de beca que se dedicam aos estudos da cultura negra.


E muitos se escandalizam com a necessidade, nessa sociedade de racismo velado, ter um dia da Consciência Negra, alegando que se precisa de um dia de Consciência Humana. Se tivéssemos tido atitudes humanas, essa barbárie genocida contra os negros não teria sido realizada e não teríamos ainda que lutar por respeito, igualdade, direitos.


Ser negro hoje é sinônimo de rebeldia, insubordinação, resistência e luta constante contra projetos raciais institucionalizados que surgem diariamente em ambientes corporativos e acadêmicos. O preconceito racial é uma luta de negros, indígenas, asiáticos e nordestinos contra uma cultura de inferiorização por essa elite dominante colonialista.


O Dia da Consciência Negra é celebrado no dia 20 de novembro; porém a luta contra o racismo e a herança cultural da escravidão é diário! Se posicionar, discutir, debater, falar, conscientizar e se impor é um necessário!


Repetindo os dizeres do Deputado Federal David Miranda: “Racismo, homofobia, machismo etc. Não se discute, se avisa: Se você pisa no pé de alguém e machuca, você não discute se tá machucando ou não. A pessoa te avisa, e você tem o DEVER de parar. Humanidade não era nem pra ser discutida, era para ser respeitada.”


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