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Mulheres e a Luta do Sagrado Feminino no Cotidiano

Toda mulher é divina por natureza e possui em seu íntimo, um poder avassalador de moldar a realidade ao seu redor com seus braços, suas palavras, seu trabalho, suas emoções, seu carisma, sua beleza, sua inteligência, sua intuição e sua empatia. Cada mulher é uma expressão viva e voraz de uma das Mametos, divindades femininas cultuadas pela Cabula e símbolos individualizados do Poder do Sagrado Feminino.

As mulheres possuem uma força, que muitas das vezes não percebem a capacidade que possuem, por estarem tão ocupadas em realizar tudo o que lhes é imposto e exigido da sociedade. Uma mulher se esforça mais do que os homens para se colocar no mercado de trabalho, lhe exigido ser mais criativa, mais estratégica, mais comprometida... e ela naturalmente o é; pois a mulher é o ser mais poderoso sobre a face da terra.

Se ela se torna mãe; ainda mais lhe é exigido. Ela precisa de um emprego com o qual irá poder dar dignidade e sustento a seu filho; mas para conseguir este emprego, lhe é exigido que ela tenha com quem deixar seu filho enquanto trabalha; portanto, ela precisa de uma vaga em uma creche para deixar seu filho enquanto trabalha, essa mesma creche que exige que ela esteja trabalhando para conseguir uma vaga, que a permitirá trabalhar.

E quando conseguem lidar com todos estes obstáculos, e conseguem um emprego; lhe será cobrado mais formação para que ela tenha oportunidade de crescimento e aumente sua renda, oferecendo mais condições de dar segurança, sustento e condições ao seu filho. E ela terá que encaixar uma faculdade, entre o horário de pegar seu filho na creche e o início das aulas; tendo de encontrar alguém para cuidar dele, lhe dê banho, jantar e o coloque para dormir.

Em meio a tudo isso, ela ainda deve ser bonita, graciosa, meiga, delicada, sensual... Não lhe sendo permitido, ter uma crise de estafa mental ou emocional; pois ela passa a ser considerada histérica, desequilibrada...

É exigido constantemente que ela supere os obstáculos, ao mesmo tempo em que estão engessando suas possibilidades de ingressar no mercado de trabalho; pois sabem que tudo o que uma mulher se propõe a fazer, ela o faz. E faz bem! E supera as expectativas! E marca a história.

Somente uma deusa teria o poder, a capacidade, a força, a determinação e o poder de enfrentar essa sociedade que a está forçando a todo instante para o segundo plano. E isso é o que elas são. Deusas encarnadas, representações vivas das faces da Divina-Mãe; que exalam diariamente a força guerreira de Kaiangô, a Senhora do Fogo e da Guerra; a capacidade de provocar as mudanças necessárias de Bamburussema, a Senhora das Tempestades e das Mudanças Climáticas; a beleza e a fertilidade de Kissimbi, a Senhora das Águas Doces; a maternidade amorosa e transformadora de Kaitumba, a Senhora das Águas Salgadas; a capacidade de prover a família de Mina-Ganji, a Deusa Caçadora; cura das feridas emocionais e a capacidade de acolher todos os que sofrem como Matamba; a Senhora dos Mortos e dos que estão de Luto; o núcleo da família e a preservadora da humanidade como Dandalunda; a Rainha dos Deuses e da Humanidade.

Isso é ser uma mulher; é ser todas as deusas em todos os momentos de sua vida. Expressando cada uma dessas forças divinas. Tornando-se valorosas ancestrais que marcam nossas vidas e nos transformam com o convívio diário. Conviver com uma mulher, é a capacidade de viver a experiência mais gratificante, bela e transformadora. E por essas deusas encarnadas, símbolos vivos do poder do Sagrado Feminino; devemos lutar constantemente por seu verdadeiro lugar no mundo, oportunidades justas, apoio social. Combater o machismo, o feminicídio é um dever de todos. Pois só podemos nos tornar seres humanos por meio das mulheres.


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