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Você é uma Divindade Adormecida – Parte 1


A Cabula possui a crença em um Deus único! Porém, relaciona-se com Deus por meio de suas expressões e manifestações na Natureza, ao qual denominamos de Mahamba – divindades que nunca tiveram encarnação humana e que são princípios oriundos diretamente de Deus; tais como: o Amor, a Justiça, a Sabedoria, a Fertilidade, a Evolução, a Prosperidade, etc. E por meio dos Mahamba podemos sentir Deus em nossas vidas.


Também reconhecemos a existência e prestamos cultos a homens e mulheres que em sua jornada humana vivenciaram e expressaram por meio de suas ações esses princípios divinos, ao ponto de serem reconhecidos como uma representação humana de uma Divindade. A esses nossos ancestrais divinizados denominamos de Bakuros. Parece um conceito um pouco complexo de se entender inicialmente, mas estamos falando da natureza humana.

Os Bakuros, não são encarnações dos Mahamba, pois estes não encarnam. O Amor não encarna, pois ele é um princípio divino emanado diretamente de Deus na criação. Podemos sentir o Amor e quando somos preenchidos por este sentimento divino, nos conectamos com o outro, reconhecemos no outro um semelhante, cuidamos do outro como nós gostamos de ser cuidados, auxiliamos e defendemos. E quando estamos alimentados e preenchidos pelo Amor, somos naquele momento uma expressão encarnada desta divindade, denominada de Dandalunda – Divindade do Amor, da Família, da União entre as pessoas, do Inconsciente Individual e Coletivo, e que é identificada com a Lua por sua influência sobre as emoções, sentimentos e psiquê.

E assim, expressamos diferentes divindades ao longo de nossas vidas. Quando somos justos expressamos Vunji, quando somos prósperos expressamos Mutalambô, quando lutamos nossas batalhas diárias expressamos Inkossi, e assim por diante. Em cada momento de nossas vidas, expressamos um elemento de nossa Natureza Divina latente. Pois, como parte da natureza, também somos uma das formas de expressões pelo qual essas divindades atuam no mundo.

Os Bakuros, esses nossos ancestrais divinizados, não eram diferentes de nós. Eram homens e mulheres que tinham problemas, medos, angústias, dores e decepções. Mas, olharam para dentro de si mesmo, mergulharam em seu íntimo, iniciaram-se na única divindade que realmente podemos nos iniciar, nós mesmos. E encontraram dentro de si, um Princípio divino sob o qual aquele homem ou mulher construiu sua personalidade, suas emoções, sua forma de entender e interagir com o mundo e perceberam que faziam parte de uma gigantesca teia que é a humanidade e colocaram-se a serviço desta. Não há como servir à Deus, se não for à serviço da humanidade.

Ao retornarem desse encontro com sua própria essência, essas pessoas expressaram sua natureza integralmente e harmoniosamente; foram símbolos, modelos arquetípicos, exemplos de Justiça, de Amor, de Sabedoria, de Prosperidade a serem seguidos pelo coletivo. Não se tornaram a Divindade, mas tornaram-se divinos. Eles tornaram realidade esses conceitos abstratos e o utilizaram em beneficio do coletivo e não da satisfação pessoal.

Quando aquele nosso ancestral caçador saiu em direção a mata em busca alimento não apenas para si, mas dedicou seu esforço, sua inteligência, sua estratégia para conseguir alimento para toda a tribo. E compartilhou com outros caçadores sua técnica, suas armas, seu aprendizado sobre a caça; de forma que junto de outros ele pudesse contribuir ainda mais para o bem estar social de seu povo, ele tornou-se uma expressão viva da Prosperidade, uma expressão de Mutalambô.

Nos tempos atuais, a caçada mudou muito; mas esse princípio de Mutalambô (Prosperidade) existe até hoje. Quando saímos de casa para trabalhar, nos aperfeiçoamos como profissionais e compartilhamos nosso conhecimento com nossos colegas de trabalho, para que eles também cresçam e se desenvolvam profissionalmente, para que eles também possam levar para suas famílias o sustento necessário e digno. Garantimos assim, que o máximo de pessoas se beneficiem com o que sabemos. Pois, a Prosperidade só é real quando ela é compartilhada e beneficia todos


O que você fez pelo coletivo hoje?

Como você expressou sua natureza divina hoje?


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